domingo, 16 de novembro de 2014

Tsingtao

O cerco de Tsingtao [31/10/1914 a 7/11/1914] marcou a colisão de duas políticas seguidas por motivos políticos inteiramente internos. Como um teatro de sombras, o cerco apenas refletia outras preocupações mais importantes para os combatentes. A Alemanha tinha fundado sua colônia na China como parte da campanha de propaganda de Tirpitz, para construção da frota de batalha germânica. Tirpitz não podia confessar a um Reichstag receoso que ele pretendia desafiar a Marinha Real. Ele tinha problemas em explicar como uma grande frota alemã iria prejudicar a França ou a Rússia em uma guerra. Encontrou aliados no lobby colonial, argumentando que a prosperidade econômica germânica exigia um grande império colonial.

Depois das primeiras semanas da guerra, [o governador] Meyer-Waldeck decidiu que mais nenhum navio passaria pela rede aliada, que se apertava. Ele preparou a cidade para o sítio, esperando que a vitória na Europa o livraria das forças esmagadoras que se reuniam contra ele. Os alemães lançaram minas navais e terrestres, cercas de arame farpado e limparam os campos de fogo.

Os alemães tinham muitos suprimentos, mas teriam que ser cuidadosos com a munição (a carga anual de recompletamento de munição estaria para chegar em setembro).

Desde os estágios de planejamento, o estado maior do exército japonês abandonou todos os limites: mostrariam a precisão e cuidado do exército. Suprimentos e potência de fogo fluíram de forma abundante, de forma a manter as baixas pequenas. A nação iria admirar o aperfeiçoamento das técnicas militares japonesas, apagando as memórias dos banhos de sangue contra a Rússia em 1905.

O estado maior escolheu o General de Divisão Mitsuomi Kamio para o comando, um oficial conhecido mais pela cautela do que por seu brilho, ordenando-lhe que não se arriscasse a sofrer um revés: tinha que mostrar uma vitória exemplar e podia pedir qualquer coisa que precisasse.

Em 27 de agosto, o Segundo Esquadrão, sob o comando do Vice-Almirante Sadakichi Kato, começou o bloqueio a Tsingtao. A inteligência naval britânica suspeitava que o esquadrão germânico de cruzadores da Ásia Oriental já tinha zarpado, mas a Marinha japonesa não se arriscou. Uma frota moderna, de dois dreadnoughts, um cruzador de batalha e dois encouraçados pré-dreadnoughts reforçaram o Segundo Esquadrão, preparado para o combate contra todo o Esquadrão Germânico. A frota tomou três pequenas ilhas costeiras como pontos de observação e começou um cuidadoso processo de varredura de minas.

Em 30 de agosto, o clima piorou. Tsingtao, a "Riviera do Oriente", orgulhava-se de ter outonos suaves e secos. O de 1914 foi um dos mais úmidos na história e até os dias de hoje, pois tufões fora de época encharcaram toda a península. Naquela noite a tempestade forçou o contratorpedeiro japonês Shirotaye contra a costa, fazendo-o encalhar em uma ilha costeira. A tripulação escapou, mas o Jaguar, apoiado pelas baterias costeiras, saiu do porto e o destruiu.

A dois de setembro, os japoneses começaram a desembarcar em Lungkou, na parte norte da península. Quatro companhias de infantaria de marinha, apoiadas por uma companhia de metralhadoras do exército, por sua vez reforçada por marinheiros, rumaram para terra. Espalharam-se pela praia e não encontraram os alemães. Um batalhão de engenharia veio a seguir, construindo um píer flutuante e dois embarcadouros de pedra em 24 horas. Um regimento de cavalaria seguiu e, então, um regimento de infantaria, que reincorporou a companhia de metralhadoras destacada anteriormente. Neste momento o clima caprichoso tinha inundado a praia e uma cena de pesadelo era visível no caos de lama, arrebentação, chuva, vento e ruído. Os animais tropeçavam ao puxar os carroções atolados, caixotes eram levados para o mar e afundavam, controladores de praia histéricos xingavam os soldados exaustos.

Um hidroavião da marinha sobrevoou Tsingtao no dia 5, chocando os alemães, que não esperavam aeroplanos. O piloto relatou a presença do cruzador Austro-Húngaro, cinco canhoneiras, um contratorpedeiro e vários vapores.

Moradores ingleses começaram a formar forças voluntárias de autodefesa, liberando unidades do exército. O exército inglês reuniu uma pequena contribuição para o comando de Kamio: um batalhão de infantaria de linha desembarcaria com a artilharia de sítio japonesa, seguido por duas companhias de infantaria hindus.

Em 13 de setembro a cavalaria japonesa esbarrou no posto avançado alemão em Tsimo, na borda do protetorado. Os espantados germânicos fugiram depois de uma curta escaramuça. Os nipônicos tomaram Kiautschou no dia seguinte, cortando a ferrovia de Shantung. Excelentes estradas germânicas ligavam Tsingtao a estes pontos.

A sabedoria de Kamio em prever as intenções alemãs derivava de uma inteligência militar superior. Ambos os lados recrutavam mão-de-obra chinesa, e tentavam organizar os coolies da área como espiões. Alguns oficiais japoneses se disfarçavam como coolies, chegando mesmo a trabalhar nas linhas germânicas. O regimento de cavalaria japonês deslocou-se para patrulhar o lado mais distante (de terra) do porto, tornando o escape ou a entrada em Tsingtao muito difícil. A opinião pública chinesa, de certa forma, apoiava os japoneses, um sentimento que aumentava de forma mais marcante à medida que a derrota germânica se tornava iminente.

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Em 25 de outubro, toda a artilharia de sítio japonesa relatou estar pronta e em posição. Planejando um grande bombardeio, Kamio ordenou que nenhuma peça abrisse fogo até que cada uma delas tivesse sua dotação completa de munição, de 1.200 granadas. Nenhuma peça revelaria sua posição ao inimigo até que todas o fizessem. Ele queria que cada peça disparasse 80 granadas por dia. O estado maior planejava um bombardeio de sete dias, mas ele insistia em um suprimento para quinze dias. Para o ataque final, os engenheiros japoneses formaram pelotões de assalto equipados com granadas de fuzil e tubos de bambu cheios de explosivos (como os torpedos Bangalore, para limpar os alambrados).

Com as baterias terrestres de Tsingtao obviamente em ruínas, a artilharia de sítio mudou, em dois de novembro, os alvos para os redutos e arame farpado que os apoiavam. Naquela noite, os sitiantes cavaram sapas mais 300 metros para frente. No dia seguinte, algumas baterias obliteraram a geradora de eletricidade, enquanto a maior parte continuou a arrebentar os alambrados e esmagar os redutos. Os alemães começaram a abandonar os redutos, pois os tetos começaram a desabar. Naquela noite, os sitiantes cavaram a sua segunda paralela avançada de assalto. Na alvorada do dia 4 de novembro, uma companhia de infantaria japonesa, reforçada por um pelotão de engenheiros, atacou a estação de bombeamento de água. Ela caiu facilmente, resultando em 21 prisioneiros e os defensores tiveram que passar a se virar com água de poços. Dia após dia, a frota tinha martelado as baterias de costa até arruiná-las, enquanto as baterias de sítio arrebentavam o arame.

Meyer-Waldeck viu o fim se aproximar. Em 6 de novembro ele ordenou ao Taube para seguir para a China com seus últimos despachos. Os chineses enviaram os despachos para a Alemanha. Agora, sem alvos, a artilharia de sítio esmagava os pequenos pedaços de arame ou alvenaria abandonada que ainda podia encontrar.

Avançando pelo buraco no centro alemão, as forças japonesas se espalharam. Uma companhia de infantaria carregou até o topo da colina Iltis. Um holofote iluminou um tenente alemão reunindo seus homens com a espada na mão, no momento em que o capitão japonês subia o morro, liderando seus homens, também com a espada na mão. Piscando, os dois homens olharam um para o outro. Então, em uma incrível paródia de combate feudal, os dois oficiais lutaram um duelo de esgrima entre suas tropas. A espada de samurai provou ser muito superior à espada cerimonial de parada; o comandante japonês derrotou o seu oponente e os alemães se renderam.


Fonte:
http://www.grandesguerras.com.br/artigos/text01.php?art_id=95

Mais:
http://www.youtube.com/watch?v=ksdjeGD_4Z4

domingo, 9 de novembro de 2014

Tanga

A atuação das tropas de Paul von Lettow-Vorbeck, na África Oriental, contra as forças britânicas, em Tanga [3 a 5 de novembro de 1914], durante a Primeira Guerra Mundial.

Uma testemunha ocular descreve vivamente a batalha: "Ao amanhecer, Tighe atacou Tanga com o 13º Rajputs e o 61º de Pioneiros. Na orla de Tanga, Tighe encontrou um entrincheiramento fortemente defendido pelo inimigo. Pouco depois, ele foi atacado e repelido, seus homens cedendo em desordem. Nenhum ato heroico, por parte dos oficiais britânicos, serviu de alguma coisa. Os oficiais eram alvejados um após o outro ao tentarem reunir os homens e deter a debandada. Tivemos cerca de 300 baixas hoje e nossos homens se comportaram vergonhosamente, não mostrando em momento algum coragem militar. Nunca tive muita confiança em nossas medíocres tropas indianas. Os oficiais britânicos comportaram-se como heróis, mas nenhum deles teve qualquer chance, com seus homens fugindo como coelhos e matraqueando como macacos. Ao anoitecer, tínhamos mais dois batalhões em terra, e o restante desembarcaria na manhã seguinte. Nenhum canhão, nem sapadores serão desembarcados, o que é uma pena, pois eles estão com todos os nossos explosivos e granadas. Como é fácil esquecer aquele importante axioma militar: 'A superioridade da força no ponto decisivo.'"

Arthur Aitken [comandante da força de ataque britânica] sentiu então que os Rajputs e os Exploradores não eram de confiança. Todas as tropas, exceto os artilheiros e os sapadores, desembarcariam o mais breve possível nas praias B e C. Não se deu ordem para fazer o reconhecimento. Na verdade, nesse momento Tanga já havia sido abandonada pelos FK germânicos. O comandante alemão foi mais ativo que seu equivalente adversário e pessoalmente fez o reconhecimento de Tanga em bicicleta. Ele também compreendia o valor da artilharia e em suas memórias lamenta muito a ausência de seus canhões, que teriam sido aniquiladores a tão curta distância. Baseado na experiência pessoal adquirida no leste asiático, Lettow-Vorbeck achava que as tropas britânicas foram lançadas à batalha inabilmente e tinha certeza que, numa região fechada e desconhecida como Tanga, seus problemas seriam enormes.

Aitken decidiu avançar a 4 de novembro, numa frente ampla bastante para flanquear os alemães. A direção do avanço seria mantida pelo 2º Regimento Real do Norte de Lancashire (os Loyals), com os outros batalhões, indianos, de confiabilidade menor, metidos entre os melhores. Avançando pelo mato cerrado, pelas densas plantações de seringueiras e sisal e ao calor intenso do dia, os batalhões não podiam se deslocar com a mesma rapidez sem a perda de contato, de modo que houve extravios inevitáveis e o esperado movimento de instrução tornou-se numa turba incontrolável.

Os dois batalhões da Caxemira lograram algum progresso na investida contra Tanga, mas na extrema esquerda o 101º de Granadeiros, apesar do denodo com que se bateu, foi obrigado a recuar. O contra-ataque alemão se desenvolvia contra o flanco esquerdo britânico, que estava aberto; é que Lettow-Vorbeck compreendera que estava, ao sul, aquém do ponto atingido pela ala direita de suas tropas, e, quando os soldados começaram a recuar, o pânico foi provocado por carregadores que, sendo alvejados, abandonaram suas cargas e correram para as praias. Eles foram confundidos com askaris alemães, e este foi o sinal para os medíocres regimentos correrem para as praias. Lettow-Vorbeck insistiu no contra-ataque e o assalto britânico ruiu por terra.

Lettow-Vorbeck descreve assim a fase final da batalha: "O rumo da ação vinha mostrando que a frente inimiga, cujo flanco estava desprotegido, não havia conseguido, ao sul, atingir o ponto alcançado pela ala direita de nossas tropas. Ali, portanto, o nosso contra-ataque mostrar-se-ia aniquilador e nenhuma testemunha esquecerá o momento em que as metralhadoras da 13ª Companhia abriram um fogo contínuo nesse ponto e inverteram por completo a situação. Em louca desordem, o inimigo fugiu, e nossas metralhadoras, convergindo sobre a frente e os flancos do adversário, ceifaram companhias inteiras."

A maioria dos regimentos usados tinha pouco ou nenhum treinamento para as condições nas quais teriam que lutar e nem sequer estavam familiarizados com suas armas ou com seus comandantes. A experiência, em guerra no cerrado, da força expedicionária, era nula e, mesmo assim, ignorara-se a oferta de uma força de cobertura do experimentado KAR (King Afrikan Rifles). Os oficiais britânicos ainda resistiam ao uso de tropas africanas, que eram, realmente os únicos soldados capazes de tolerar as severas condições climáticas da área.

O serviço de inteligência, indispensável ao sucesso das operações militares, não existia na força britânica. O Estado-Maior ignorava a disposição das linhas alemãs e nada conheciam da costa onde se daria o desembarque. O comandante fora advertido de que os alemães, usando a ferrovia, podiam mandar tropas para Tanga em trinta horas, mas ainda assim os soldados foram informados de que não encontrariam qualquer resistência. Aliás, o Governador Belfield achava que a coleta de informações só era necessária "numa emergência". A conduta de uma guerra mundial não estava nessa categoria.

Vale a pena sumariar os fatores importantes que contribuíram para a derrota britânica na Batalha de Tanga. Em resumo, os princípios básicos da guerra haviam sido ignorados. A inexistência do elemento surpresa, a ausência de Inteligência, o fato de não ser feito um reconhecimento e a falta de cooperação entre marinha e exército, tudo isso combinado com a baixa qualidade das tropas, haviam transformado a Batalha de Tanga numa derrota decisiva para os britânicos antes mesmo que começasse.


Fonte:
http://www.grandesguerras.com.br/artigos/text01.php?art_id=36

Mais:
http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2009/02/06/o-junker-invencivel-paul-von-lettow-vorbeck
http://timashby.com/the-german-general-who-told-hitler-to-go-screw-himself
http://www.youtube.com/playlist?list=PLrWPsj6fVbeVVzUgCFMZqgJFoLbWlRsJe

domingo, 2 de novembro de 2014

Coronel

La Primera Guerra Mundial llega a Sudamérica: La Batalla de Coronel

El océano de la Región del Bío Bío, al centro de Chile guarda silencioso dos enormes naves de Guerra hundidas en batalla. En su interior, cientos de hombres yacen atrapados para siempre, lejos del hogar, en una Guerra lejana para ellos pero cercana para nosotros.

Para quienes residimos en el Hemisferio Sur resultan lejanas las grandes batallas de las Guerras Mundiales que se llevaron a cabo a inicios del siglo pasado. Sin embargo, pocos conocen que la Guerra alcanzó las costas de Sudamérica; frente a Chile y Argentina. En nuestro país la batalla se desarrolló cerca de las industriales ciudades mineras de Lota y Coronel.

Para cuando terminaba el siglo XIX el Imperio Británico perdía prestigio frente al mundo. Por el contrario, Alemania se levantaba como la nueva gran potencia.

Los británicos mantenían numerosas bases alrededor del planeta, resguardando sus territorios y rutas comerciales. En Sudamérica, el principal punto de reunión para los ingleses se hallaba en las Islas Falklands (Malvinas), frente a las costas de Argentina. Allí se encontraban los hombres y las naves de guerra al mando del contraalmirante Cradock.

Por otra parte en el Pacífico Oriental los Alemanes mantenían a resguardo sus territorios en la costa de China, confiados en su gran poder naval que resguardaba las aguas del este del Pacífico, bajo la autoridad del vicealmirante Von Spee.

Ya iniciada la Primera Guerra Mundial, los británicos se asombraron al enterarse de que los alemanes habían abandonado sus bases en la costa asiática y se encaminaban por el Pacífico con destino a las islas Falklands. Esto alentó a las naves británicas las que inmediatamente se dirigieron al encuentro de los alemanes para impedir así que estos se adueñasen de sus dominios en el Hemisferio Sur del Mundo. La Primera Guerra Mundial llegaba entonces hasta Sudamérica.

En pleno Pacífico se formaba la gran flota alemana a la que se le unieron las diversas naves que resguardaban zonas bajo control germano. El Dresden, proveniente del Atlántico Central, bajando por Cabo de Hornos trajo las noticias sobre la formación británica frente a Argentina. Se reunían así todas las naves alemanas en pleno Océano Pacífico. ¿Dónde sería la batalla?

Chile, bajo su condición de país neutral observaba los acontecimientos detenidamente.

En el sur de nuestro país, en medio de islas y archipiélagos, la armada británica estableció su nueva base, allí se mantendría por algún tiempo, aguardando la llegada de los alemanes.

Octubre 27 de 1914. Se le ordena al Crucero de Guerra Glasgow dirigirse al Puerto de la industrial Ciudad de Coronel para abastecerse de carbón. Los alemanes se enteraban de la noticia.

Mientras las naves germánicas avanzaban por el Océano Pacífico, las presencia del Leipzig era detectada por los radares británicos. Se preparaban para la batalla inminente. 30 kilómetros frente a la Isla Santa María, en Coronel, a las 17 horas del 1 de noviembre, ambas escuadras se encontraban por fin.

Los británicos se ubicaron hacia el occidente, mientras que los alemanes mas cerca de la costa. La idea para los ingleses era que el Sol del atardecer dificultase la visión de los germánicos dándoles así una clara ventaja. Pero las naves inglesas eran lentas y pesadas y la ventaja se perdió. Así, de un momento a otro eran los alemanes quienes se camuflaban con la oscuridad del oriente y los británicos mostraban su silueta hacia el oeste. La noche llega y la batalla comienza.

Los cruceros británicos fueron atacados sin piedad por los alemanes, los primeros en registrar importantes daños fueron el Good Hope y el Monmouth, que redujeron su poder de ataque.

A las 20:57 el contraalmirante británico Cradock, sobre el Good Hope, esperando la menguante luz de la luna sobre el poniente para atacar a sus enemigos, recibía un certero cañonazo que terminaba por hundir rápidamente a la nave y a todos sus tripulantes, incluyendo a su máxima autoridad.

Cerca de las 22 horas el Nuremberg (alemán), que hasta entonces no había participado en la batalla, iniciaba su ataque sobre el ya herido Monmouth, quien a pesar de los graves daños jamás se rindió. A las 21:55 un cañonazo destrozaba a la herida nave británica que terminaba por hundirse con todos sus tripulantes frente a las costas del Bio Bio. No hubo sobrevivientes.

Mientras la batalla sucedía a pocos kilómetros en el océano, en las ciudades industriales costeras de Lota y Coronel los ruidos despertaron a la población, los que asustados observaban los destellos rojizos lejanos que iluminaban el cielo sobre el horizonte.

Terminaba la batalla y los alemanes subían hasta Valparaíso, donde la colonia residente los recibió como héroes. Los británicos en tanto, volvieron derrotados y con perdidas casi totales, sin embargo, cobrarían venganza en la Batalla de las Falcklands donde la armada alemana sería completamente aniquilada, incluyendo a su vicealmirante Von Spee.

Finalizado el tiempo otorgado por los países neutrales (24 horas) los alemanes zarpaban nuevamente a mar abierto, rumbo a nuevas batallas.


Fonte:
http://laciudadelosmineros.blogspot.ie/2014/08/la-primera-guerra-mundial-llega.html

Mais:
http://www.youtube.com/watch?v=gZ8Cx2KyoNc

domingo, 26 de outubro de 2014

Indumentária



Essa vai para quem tem interesse por detalhes quase obsessivos sobre uniformes, equipamentos, insígnias, botas, capacetes... Primeiro uma sugestão de leitura:


Depois alguns links:

http://nomanslandmilitaria.com/WW1_German_1.html

http://nomanslandmilitaria.com/ww1_allied.htm

http://gunsmagazine.com/guns-of-august-1914-360-degree-uniform-views

http://www.sofmilitary.co.uk/re-enactor-info/german/german-soldier-uniforms-and-kit/first-war-m1910-uniform.aspx

http://www.ir63.org/index.php?cat=4;p=15

http://pommerschespionier.com/index.php/collection

http://www.austro-hungarian-army.co.uk/badunif.htm

http://www.patriotfiles.com/forum/showthread.php?t=110043

http://www.151ril.com/content/gear/1914

http://www.moddb.com/groups/ww1-reference-group/images/the-different-uniform-of-french-army-during-war

http://www.ottoman-uniforms.com/ww1-1915-to-1918-period-turkish-uniforms

http://www.battlefieldheroes.com/en/forum/showthread.php?tid=112588

http://www.telegraph.co.uk/history/world-war-one/11006139/Inventories-of-war-soldiers-kit-from-1066-to-2014.html

http://www.sofmilitary.co.uk/re-enactor-info/british/british-ww1-soldier-uniforms-and-equipment/ww1-1915-kitcheners-army-soldier.aspx

http://www.replicaters.com/ww1britisharmy.htm

http://battlefields1418.50megs.com/uniforms_ww1.htm

http://www.gordonhighlanders1914-18.co.uk/uniform.html

http://www.sofmilitary.co.uk/re-enactor-info/british/british-ww1-soldier-uniforms-and-equipment/ww1-1914-scottish-infantry-soldier.aspx

http://www.nzmr.org/kit.htm

http://www.sofmilitary.co.uk/re-enactor-info/american/us-ww1-and-ww2-soldier-uniforms-kits/us-ww1-infanty-uniform.aspx

http://www.oldmagazinearticles.com/how_much_did_it_cost_taxpayers_to_outfit_and_arm_American_WW1_soldiers

http://en.wikipedia.org/wiki/Šajkača

http://en.wikipedia.org/wiki/Pickelhaube

http://en.wikipedia.org/wiki/Adrian_helmet

http://en.wikipedia.org/wiki/Brodie_helmet

http://www.worldwar1.com/sfgstal.htm

http://s28.postimg.org/3yg9xjwbx/54c.jpg

http://s28.postimg.org/b6wi0kygd/54d.jpg

http://www.youtube.com/playlist?list=PLrWPsj6fVbeUz3_btLiP-T3LYiyWbc2UJ

domingo, 19 de outubro de 2014

Milunka Savić

Considering that she's the single most-decorated female soldier in world military history, a grizzled seven-year veteran of three wars fought across two continents, a two-time recipient of her country's highest award for military bravery, and a poor farm girl who single-handedly captured at least fifty enemy combatants and two enemy trenches during her career, there's not a whole lot of digital ink on the Internet dedicated to Sergeant Milunka Savic that isn't printed in a language with so many consonants and accent marks that it looks like someone fell asleep on the keyboard with their character map open.

There should be.

Milunka Savic was born in Koprivnica, Serbia, some time in either 1888 or 1889, depending on whether you're down with the Gregorian Calendar or if you're still hung up on that Julian Calendar bullshit. We don't know much about her early life in this tiny rural mountain village, except that in 1912, at the age of 24, she got bored of her regular life, chopped off all her hair, dressed in men's clothing, and volunteered for the Serbian Army to help fight the First Balkan War and drive the Ottoman Turkish Empire out of Europe forever on a tsunami of bullets and brain matter.

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Pvt. Savic barely had time to swap the dried blood from her rifle before the Second Balkan War was on like Donkey Kong, and once again this estrogenocidal kicker of other peoples' nutsacks was back out on the front lines lobbing grenades with reckless abandon like the Ikari Warriors or a tennis ball machine juryrigged by the Unabomber Ted Kaczynski.

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The Second Balkan War ended in 1913, but even more nasty shit went down in Sarajevo Town on June 28, 1914, when the Austro-Hungarian Empire's Archduke Franz Ferdinand - a man famous solely for his ability to be shot to death - was assassinated by a Serbian Anarchist named Gavrilo Princip. [...] Long story short, Austria-Hungary was pissed, and they invaded Serbia. Serbia was allies with the United States, England, France, and Russia, and Austria-Hungary was friends with the Turks and the German Empire, and the next thing you know you've got World War I on your hands and the Austro-Hungarian Empire is marching half a million jackbooted Teutonic goons with stupid hats and large rifles across the Serbian border to turn their entire country into a flaming inferno.

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Sergeant Milunka Savic, commander of the Iron Regiment's Assault Bomber Squad, charged into the Battle of the Kolubara River armed with her Mosin-Nagant rifle and three bandoliers of hand grenades - one across each shoulder and one worn across her waist like a belt. She single-handedly assaulted an Austrian trench, rushing across No Man's Land (I feel like there's an Eowyn / Return of the King joke to be made here) hurling grenades out like Mardi Gras beads and blasting the fuck out of everything around her, then diving feet-first into an Austrian bunker with her bayonet at the ready. Inside, she found 20 men, all of whom threw their weapons down and surrendered to her. Once those POWs were secured, she continued on, dropping bombs like a Predator Drone and smoking enemy machine gun nests from distances so impressive that from this day forth her nickname was "The Bomber of Kolubara", stopping only when an enemy artillery shell landed next to her and planted a couple pieces of shrapnel in her head. For her exploits on the battlefield, Savic received the Karadjordje Star with Swords, the highest award for bravery offered by the Kingdom of Serbia, and the battle was such a success that the Serbs pushed the Austrians out of Serbia completely. They didn't return for 10 months.

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But the war was going badly for Serbia, and with the vengeful Bulgarians and Austrians burning Serb cities the Serbian Army evacuated as many civilians as they could and began a long, brutal fighting withdrawal through the knee-deep snow drifts and snow-covered mountains of Montenegro, Albania, and Kosovo as they withdrew to the coast. Milunka Savic was wounded seven more times during this fighting retreat (bringing her total wounds to nine!) as she and her people desperately attempted to evacuate tens of thousands of civilians and save the core of her army.

When she reached the coast and was evacuated by French and British warships, she was one of just 125,000 soldiers left in the Serbian Army.

The Serbian Army withdrew to Corfu, then Greece, where they joined up with the French Army and continued the war against the Turks and Krauts and other assorted villainy. Serving in the Serbian Brigade of the French Army, Sergeant Savic continued commanding the Assault Bomber Squad, fought through the rest of the war, ended up on the front page of some European Newspapers, and ended up winning enough awards from her service that her ribbon board weighed roughly the same as a suit of medieval plate armor. She received the French Legion d'Honneur twice, the Russian Cross of St. George (awarded for "undaunted courage by a non-commissioned officer), the British Medal of the Order of St. Michael, the Serbian Milos Obilic Medal, and was the only woman from World War I to receive the French Croix de Guerre (the highest bravery award they have).

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After the war ended and Serbia was liberated, Milunka Savic declined an offer from the French government to move her to Paris and put her up with a nice pension, instead opting to return to her homeland. She got married, had a kid, got a job at a bank, and adopted three children who had been orphaned by the war. When the Germans came through Belgrade during the Second World War in 1940, Savic refused an invitation to attend a banquet held in honor of the city's New German Overlords - a feat that got her a ten-month stint in Banjica Concentration Camp. She survived that as well, however, and after the war she was offered a state pension for being such a ridiculousy-hardcore war hero.

Milunka Savic, the world's most decorated female war hero, died in Belgrade on October 5, 1973, at the age of 84. She was buried in a famous cemetery there with full military honors.


Fonte:
http://www.badassoftheweek.com/index.cgi?id=97717212284

Mais:
http://vimeo.com/108887012

domingo, 12 de outubro de 2014

Bloqueio

O Almirantado discutia a estratégia a ser empregada contra a poderosa Frota do Alto-Mar alemã sediada na parte sul do mar do Norte e contra os esquadrões de cruzadores que a Marinha alemã estacionara no estrangeiro - especialmente no Mediterrâneo e no Pacífico.

O bloqueio observacional foi abandonado um mês antes da deflagração da guerra. Em seu lugar adotou-se o "bloqueio a distância", planejado para controlar as saídas do mar do norte. Isto era possível devido à posição geográfica das ilhas Britânicas, colocadas como um quebra-mar entre as passagens que conduzem dos portos alemães e bases navais no Báltico e no mar do Norte aos oceanos. O plano britânico determinava que a frota do canal estacionada principalmente nos portos do estuário do Tâmisa, em Dover e Portsmouth, fechasse o canal da Mancha, enquanto a muito mais poderosa Grande Esquadra ficaria sediada em Scapa Flow, nos Orkneys e colocaria no mar uma linha de cruzadores ou navios mercantes armados (chamada patrulha do Norte) para vigiar as águas distantes e tormentosas entre as ilhas Shetlands, a Noruega e a Islândia. Tal era, em breve resumo, o plano de bloqueio naval que foi levado a cabo em agosto de 1914.

O Almirantado esperava que a resposta do inimigo ao bloqueio britânico tomasse a forma de um ataque ao comércio marítimo, como nas guerras anteriores, usando cruzadores e navios mercantes armados. Este era um tipo de guerra naval perfeitamente legal, sujeito às regras incorporadas pela convenção de Haia no que diz respeito à segurança das tripulações dos navios mercantes capturados. E de fato os atacantes alemães de superfície mostraram humanidade na observância dessas regras. Antes da guerra o Comitê Imperial de Defesa examinara as medidas necessárias para manter o tráfico [tráfego] marítimo em andamento, apesar das possibilidades de captura. A Convenção determinou que o Estado deveria receber 80% dos prêmios necessários para cobrir os riscos de guerra dos navios mercantes e responsabilizar-se por 80% das perdas. Contudo, de início, o Tesouro não estava disposto a aceitar tal intrusão no campo da iniciativa privada e o esquema de Seguro dos Riscos da Guerra não entrou em vigor até o início da guerra.

A 20 de novembro de 1914 um pequeno navio mercante britânico foi afundado por um submarino alemão no mar do Norte e a tripulação foi deixada em botes - o que era contrário à convenção de Haia. Outros afundamentos por submarinos vieram em seguida. Isso introduziu um elemento inteiramente novo no ataque alemão ao comércio - para o qual a Marinha Real estava completamente despreparada. As implicações deste fato foram muito sérias. No dia 11 de março de 1915, o governo britânico emitiu uma Ordem ao Conselho, normalmente conhecida como "Ordem para Represálias", já que fora emitida "em represália" ao uso ilegal dos submarinos. Declarava que os bens destinados à Alemanha poderiam ser apreendidos, mesmo que estivessem sendo conduzidos para um porto neutro.

Os países neutros e especialmente os Estados Unidos protestaram, considerando o gesto uma interferência com o que consideravam um comércio legítimo e sem dúvida altamente lucrativo. Os Estados Unidos nunca modificaram sua posição de que a Ordem para Represálias era ilegal - até sua entrada na guerra. Mas a razão verdadeira para a ordem era que o governo britânico sabia que os países escandinavos e a Holanda estavam importando quantidades muito maiores de bens da lista de contrabando britânica do que faziam antes da guerra. Obviamente o excesso estava sendo passado para a Alemanha. Desse modo, os serviços de transporte marítimo estavam substituindo a frota mercante alemã, a esta altura imobilizada. As falhas de bloqueio através da Itália nunca foram sérias e, quando ela entrou na guerra ao lado dos aliados, em maio de 1915, desapareceram completamente. O mesmo não acontecia com a Holanda e os países escandinavos, que conseguiam passar grande quantidade de mercadorias. Não foi fácil interromper este tráfico.

As dificuldades com os países neutros tornaram-se agudas. Os navios interceptados ficavam sujeitos a longos atrasos e algumas vezes eram afundados enquanto navios britânicos os conduziam para inspeção. Depois da guerra o governo britânico pagou o valor total das mercadorias mais 5% de juros por todos os navios afundados nessas circunstâncias. O governo britânico tinha que agir com moderação e cautela, devido às susceptibilidades dos países neutros. Isso se aplicava muito especialmente aos Estados Unidos, onde os grupos de pressão contrários aos britânicos eram poderosos e barulhentos.

A resposta alemã ao endurecimento do bloqueio britânico consistiu em declarar todas as águas em volta das ilhas Britânicas, a partir de 4 de fevereiro de 1915, "zona de guerra". Qualquer navio poderia ser afundado nessa zona, sem qualquer aviso prévio. Começou então a campanha submarina sem restrições. Ela durou até agosto, quando o aumento dos protestos dos países neutros levou o governo alemão a ordenar o retorno a métodos menos flagrantemente ilegais.

O bloqueio comercial da Alemanha ganhou em importância a partir do impasse na frente ocidental.

Os britânicos demonstraram grande talento nas pressões que exerceram para reprimir essas atividades. Era possível à Grã-Bretanha privar os navios de carvão e outros suprimentos essenciais, já que os depósitos de carvão em muitos portos estrangeiros eram controlados pelos britânicos. O fato da maior parte dos negócios bancários e de seguro estar situada em Londres permitia recusar crédito e seguro às firmas que não estivessem acima de suspeitas. O controle britânico sobre a maioria das comunicações mundiais por telégrafo e cabo submarino tornou improvável que negócios com a Alemanha e seus aliados pudessem ser ocultados por muito tempo. E, por fim, se um navio partisse com uma carga ilícita, o Almirantado seria chamado para interceptá-lo. Se a marinha britânica conseguisse alcançá-lo, quase certamente sua carga seria apreendida.

Mas o Ministério do Bloqueio não trabalhou apenas para impedir o embarque de carregamentos para o inimigo. As importações das nações neutras foram racionadas com severidade crescente, de modo a não ultrapassarem os totais anteriores à guerra. Bens que eram particularmente vitais ao esforço de guerra inimigo, tais como minerais especiais (tungstênio, por exemplo) usados na manufatura de armas e chapas blindadas, foram controlados através da compra preventiva de todo o estoque disponível.

Certamente os alemães não aceitaram de braços cruzados a escalada das medidas aliadas com relação ao bloqueio e em março de 1916 eles recomeçaram a campanha submarina sem restrições.

Embora suas Forças Armadas ainda não tivessem sofrido demasiadamente, já que tinham a prioridade para todos os suprimentos disponíveis, as condições da população civil estavam começando a se deteriorar seriamente. As colheitas tinham sido más em 1915 e 1916, especialmente devido à falta de fertilizantes importados. Os territórios conquistados na Europa Oriental não tinham conseguido substituir os suprimentos vindos do além-mar. Os produtores domésticos de alimentos estavam retendo sua produção ou vendendo-a no mercado negro. O valor calórico da ração civil vinha caindo constantemente e a escassez de roupa tornava-se cada vez mais aguda. Com a aproximação do inverno de 1917 - que seria lembrado na Alemanha como o "Inverno do Nabo" - as perspectivas pareciam extremamente sombrias.


Fonte:
http://www.grandesguerras.com.br/artigos/text01.php?art_id=147

domingo, 5 de outubro de 2014

Galicia

THE VOICE OF RUSSIA
6 December 2013

The Battle of Galicia

The Battle of Galicia took place during the early stages of the World War I and became one of its most dreadful battles. From August 5th to September 8th of 1914 the Russian army fought relentlessly for the freedom of its Motherland.

The Battle of Galicia has started with the two separate military operations - the Lublin-Cholm and the Galich-Lvov. General Nikolai Ivanov, the Russian commander of the Southwest Front, was expecting an Austro-Hungarian offensive in eastern direction.

"Four Russian armies and four Austro-Hungarian armies participated in the operation. The latter were led by Archduke Friedrich and chief-of-staff Conrad von Hötzendorf. The German forces fought under the command of general Remus von Woyrsch. The opposing sides had about equal amount of soldiers. The total number of troops reached two million, says Konstantin Pahaluk, leading researcher for the Russian Military-Historical Society.

"It was one of the major front-line operations of the First World War. Each party had about one million soldiers and officers but the battle ended with the severe defeat of the Austro-Hungarian army. They suffered 400,000 casualties against 300,000 that the Russian forces lost. Some 100,000 prisoners were taken by Russians. The operation revealed the great leadership abilities of the Russian commanders such as general Alexeev, general Sakharov, general Brusilov and general Lechitzky. It also demonstrated the skills of Russian officers and ordinary soldiers who surpassed the servicemen of the enemy. It is important to mention the high morale of the Russian troops after defeating the Austro-Hungarian army, which is especially significant given the fact that the army wasn't ethnically common and some of the Slavic divisions had gone over to the Russian side,"Konstantin Pahaluk said.

According to the plans of the Austrian commandership, the attack was supposed to start at the region of Lublin and Cholm. The operation was carried out by the Austro-Hungarian 1st Army under Viktor Dankl and 4th Army under general von Auffenberg. They were supported by the Army group of general Kummer and the German corps of general von Woyrsch.

On the left flank of the Southwestern Front the Galich-Lvov operation started. On the right flank of the Austrian forces the 3rd Army of general Rudolf Brudermann and the Army group of general Kövess positioned, says Oleg Chistyakov, the head of the scientific department of the Russian State Military-Historical Archive.

"In accordance with the prewar plan, two fronts were created - the Northwestern front against East Prussia and Germany, and the Southwestern front against Austro-Hungary and Galicia. General Zhilinsky commanded the Northwestern Front and general Ivanov was in charge of the Southwestern front. The first front consisted of the armies of general Rennenkampf and general Samsonov. They approached in the direction of Koenigsberg. At first, Russian troops carried the palm - the first army defeated Germans in the battle of Gusev, the troops led by Samsonov triumphed too, but, unfortunately, in the chaos of the combat, the 13th and the 15th corps of the army had been surrounded by the enemy and forced to capitulate," Oleg Chistyakov said.

The crushing defeat of Samsonov's army in East Prussia gave German troops the opportunity to advance in the Southern direction towards the Austro-Hungarian forces attacking Liblin and Cholm. The possible alliance of the two armies near Warsaw could lead to the encirclement of the Russian armies in Poland. But Germans concentrated on freeing East Prussia from the Russian forces.

Having lost faith in the support of the allies, Hötzendorf tried to stop the Russian offensive heading from the Western direction of Galich-Lvov. The colonel used a clever maneuver - he left a moderate covering force against the 5th Russian army near Cholm and shifted the 4th army to Lvov. Attacks from the north and south were supposed to crash the left flank of the Southwestern front and help recapture Lvov. There was only the 1st army of general Dunkl and part of the 4th army forces left of the Lublin-Cholm line. They were ordered to take on the defensive and contain the Russians coming from the north.

On August 17th general Ivanov directed both armies to attack Lvov. The goal was to hold the enemy on the Lvov-Mikolaev position. The next day the situation changed. Now the 3rd army was needed in Lublin. General Alekseyev worked out a plan to encircle the main Austro-Hungarian forces. To make that happen the 8th army of general Brusilov had to hold the enemy to the east of Lvov and the 3rd army - to take in the rear. However, on August 18th general Ruzsky makes orders to prepare for the assault of Lvov.

After the fight on the river Gnila Lipa the defeated Austro-Hungarians abandoned their ammunition and disorderly retreated in the direction of Lvov, Nikolaev and Galich. The 3rd army achieved a victory too. The 21st Corps attacked the enemy from the right flank and defeated the military group under the command of Dempf, putting them to rout. On August 21 Russian forces seized Lvov and the next day - Galich.

The Russian army was confident of the future victory. The correlation of forces and the position of the army on the battlefield looked promising. The 4th and the 5th armies received reinforcements, and the 9th army under the command of general Lechinsky was based nearby on the Vistula River. Russian headquarters ordered all the armies to launch an attack.

The 4th army started the offensive defeating the enemy at the battle of Suhodol. The 5th and the 9th armies followed. The only chance for the Austrians to escape was to crush the 3rd and the 8th Russian armies. The Austrian 2nd Army was recalled from Serbia for support but it was too late. Having numerical superiority, Russians launched a direct attack, pushing the enemy to the Carpathians.

At the battle of Tarnavka on August 26-27 the three Russian armies defeated the 1st Austrian army and Archduke Joseph Ferdinand's military group. On August 25, the 8th army of general Brusilov held out against the two Austrian armies at the battle of Gorodok. All that brought Russians a glorious victory.

Conrad had to cover the retreat with a cannonade and numerous counterblows. The withdrawal of troops was also protected by five cavalry divisions. The 2nd Austrian army stretched out at the extended front locking up the Carpathians' pass.

On the 1st of September the Austrian high command ordered further retreat to the river Dunajec and a preparation for the counter-offensive together with Germans. The Russian army was facing problems providing food for the troops and disorder in the rear so they were forced to stop the pursuit near the Austrian fortress of Przemysl, which Russians then sieged for over a hundred days. The next day the armies of the Southwestern front regrouped for the defensive warfare. Only the 9th army went after the retreating enemy. The 5th army was preparing for the transfer to the Middle Vistula River. The 3rd army sieged the Przemysl, while the 4th and the 8th armies shielded it, says Yuri Bahutin.

"At the Battle of Galicia the Russians suffered 230,000 casualties. The Austro-Hungarians lost approximately 100,000 more, including some 130,000, which equals one third of their armed forces. The battle severely damaged the Austro-Hungarian Army, destroyed a large portion of its trained officers, and crippled Austria. Henceforward it couldn't achieve success at the Russian front except for when supported by Germany. The victory of the Russian Imperial Army at the Battle of Galicia somewhat made up for the defeats at the early stages of the war such as the rout of the Russian forces in East Prussia. This also helped Serbia to repulse Austro-Hungarian attacks that year," Yuri Bahutin said.


Fonte:
http://voiceofrussia.com/radio_broadcast/254124597/254732715

Mais:
http://www.youtube.com/playlist?list=PLrWPsj6fVbeWE9ZqDmJm6pcT7h17h10_f