O escritor Cormac McCarthy é herdeiro legítimo do estilo durão dos caubóis (cowboys) do Velho Oeste (Far West)
norte-americano. Porque quem vive nessa cantiga de grilo de melhorar o
mundo e abobrinhas do cancioneiro bunda-mole tem mais é que levar
garrafa de Jose Cuervo ou de Jack Daniel's no quengo. Ou um soco que
projete o mandrião de uma figa e sua conversa de araque para fora do
saloon. Taberneira, traga o gim.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Era uma vez no Oeste
Vida
e morte. Não acontece muita coisa sem derramamento de sangue. Eu acho
que a noção de que as espécies podem melhorar, que todos podem viver em
harmonia, é uma idéia realmente perigosa. Aqueles que estão preocupados
com essa noção são os primeiros a venderem suas almas, suas liberdades. O
desejo de que isso seja o caminho escraviza e deixa a vida vazia.
domingo, 12 de agosto de 2007
Gambiarras
Teve a típica infância/aborrecência de aspirante a Nerdson Jr. do final
do século XX quem divagava lendo sobre os cursos do Instituto Universal
Brasileiro - que tinha propaganda em tudo que era revista em quadrinhos
-, desmontava relógio de pulso e de parede, pirava com o Pense Bem
(antes de dissecá-lo para conferir o que tinha dentro), torrava formigas armado com uma lupa
no jardim, queria ter um gerador de Van der Graaf, um
turco autômato jogador de xadrez, um pato de Vaucason ou um teremim como
brinquedo, estudou a física do bumerangue, sonhava imitar a experiência do Benjamim Franklin com a
pipa, tinha um carrinho de corrida cujo controle remoto um belo dia
começou a pegar uma estação FM,
colecionava metros de cabo coaxial, decorou o simples e grudento jingle
da Eletrônica Apolo, nas feiras de ciências inventava marmotas que
explodiam/fediam/queimavam/davam choque, leu O Homem Que Calculava e desistiu na metade de Uma Breve História Do Tempo,
brincava com ímã, fez trabalhos sobre o cubo de Rubik e a fita de Möbius, ganhou um Dynavision de primeiro video game, subia no
telhado para apontar sua antena véia ordinária para a parabólica do
vizinho na esperança de captar alguma sobra, discava códigos malucos em
telefone público, mexia adoidado na sintonia da TV procurando canal UHF
(e aí descobriu a MTV), adorava as cavilações do Professor Pardal e do
Dr. Emmett Brown, não perdia sequer um episódio das séries O Professor (com o japinha, lembram?) e O Mundo De Beakman
que passavam no canal 5 - e ousava repetir as experiências -, ensinou
aos parentes do longínquo interior sem energia elétrica como ligar a
televisão numa bateria Moura para assistir à Copa de 94, curtia manual
de eletrônica que era vendido em banca de jornal, enfim, quem teve gambiarras tecnológicas em geral fazendo parte da versão miniatura da
vida.
sábado, 4 de agosto de 2007
Afegane
Do surrado e escangalhado Dicionário Aurélio aqui de casa, pág 43:
O porquê do nome*? Quando comecei isto aqui, meu avatar no Orkut era a imagem de um soldado talibã com uma arma. O porquê do avatar? Na mesma época, um grupo de colegas da universidade tirava onda porque achava que eu tinha um tipo físico meio de árabe. Um look de Chicão Mustafá, de sultão de Lawrence Of Arabia, com escuríssimos cabelos crespos, nariz adunco, olhar sonso de camelo, magreza de asceta do deserto e epiderme torrada pelo sol fortalezense senegalês. Entre uma aula e outra, sem respeitar muito a geografia, nasceu o apelido Afegane, homenagem sacana à semelhança de minha aparência com a do pessoal cabeça-de-toalha.
* O endereço deste blog era: http://afegane.multiply.com/journal
Afegane. Adj. 2 g. 1. De, ou pertencente ou relativo ao Afeganistão (Ásia); afegânico. ● S. 2 g. 2. Natural ou habitante do Afeganistão. [F. paral.: afegã e afegão.] ● S. m. 3. Unidade monetária e moeda do Afeganistão.
O porquê do nome*? Quando comecei isto aqui, meu avatar no Orkut era a imagem de um soldado talibã com uma arma. O porquê do avatar? Na mesma época, um grupo de colegas da universidade tirava onda porque achava que eu tinha um tipo físico meio de árabe. Um look de Chicão Mustafá, de sultão de Lawrence Of Arabia, com escuríssimos cabelos crespos, nariz adunco, olhar sonso de camelo, magreza de asceta do deserto e epiderme torrada pelo sol fortalezense senegalês. Entre uma aula e outra, sem respeitar muito a geografia, nasceu o apelido Afegane, homenagem sacana à semelhança de minha aparência com a do pessoal cabeça-de-toalha.
* O endereço deste blog era: http://afegane.multiply.com/journal
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Voar é para passarinhos
E para brasileiros desavisados e/ou
corajosos. Ou sem a abúlica opção de preferir não voar, de deixar
isso para o albatroz e o pelicano.
Parafraseando o filósofo/cantor e conterrâneo Falcão: "Nada como um dia após o outro, com uma noite no meio."
...vem batida de avião no ar, vai João Hélio, vem batida de avião de novo (no chão), vai oligarca sepultado...
Parafraseando o filósofo/cantor e conterrâneo Falcão: "Nada como um dia após o outro, com uma noite no meio."
...vem batida de avião no ar, vai João Hélio, vem batida de avião de novo (no chão), vai oligarca sepultado...
Não
bastaram os atrasos, veio a derrapagem. O desespero e a revolta dos
bruzundangas me comovem tanto quanto as atuações do núcleo adolescente
de novela das 7. Vocês (nós?) não têm jeito, não aprendem. Como amigo
que de fato o é já chega dando voadora, é nesse momento de pesar e
reflexão e solidariedade com vítimas, parentes e aderentes que ofereço
meu bovino tédio diante de mais essa tragédia que comove o
Brasil-sil-sil de Galvão Bueno.
Até porque daria um trabalho danado parar nossas ocupações para chorar cada estilhaço da estupidez humana. Seria prantear cada tijolo da Torre de Babel. Meu palpite é que esses acidentes de percurso na biosfera, tão terríveis, não valem qualquer comentário mais passional, não. E é a inata estupidez temperada com incompetência tipicamente 3°-mundista que nos leva a estar sempre batendo recordes (ainda mais em tempos de Pan) em se tratando de catástrofes.
Mas recomendo preparar a paciência para a nuvem de babaquice que estacionar na área quando o próximo brinquedo sem graça em grande escala estourar.
"Olhe, chefe, o avião!" (Tattoo, do seriado Ilha Da Fantasia)
Até porque daria um trabalho danado parar nossas ocupações para chorar cada estilhaço da estupidez humana. Seria prantear cada tijolo da Torre de Babel. Meu palpite é que esses acidentes de percurso na biosfera, tão terríveis, não valem qualquer comentário mais passional, não. E é a inata estupidez temperada com incompetência tipicamente 3°-mundista que nos leva a estar sempre batendo recordes (ainda mais em tempos de Pan) em se tratando de catástrofes.
Mas recomendo preparar a paciência para a nuvem de babaquice que estacionar na área quando o próximo brinquedo sem graça em grande escala estourar.
"Olhe, chefe, o avião!" (Tattoo, do seriado Ilha Da Fantasia)
sábado, 30 de junho de 2007
Pílulas de Sabedoria
Citações. Quem é que não curte, hein? Engalana-se com um manto de
sabedoria, com uma túnica de erudição, todo Zé Mané que enuncia uma,
seja ela edificante, venenosa, questionável, cafona, falsificada...
"Tudo vale a pena se a cifra não é pequena." (George Soros)
"Que atire a primeira pedra quem nunca errou. Um alvo." (membro da intifada)
"Sou ateu, graças a Jah." (Buñuel Marley)
"Sonho que se sonha só é apenas sonho. Sonho que se sonha junto, aí é suruba." (Segismundo Fode)
"Se Deus não existe, os crentes estão de metidos." (Fiofór Peidoievsky)
"Há que emburrecer sem perder a ternura jamais." (Ernesto Chupa Vara)
"Alah Ak...buuuum" (militante islâmico)
"Um país se faz com homens e tiros." (Marcola)
"Se quiser soar universal, avacalhe sua aldeia." (Cacique Juruna)
"As teias que me desculpem, mas limpeza é fundamental." (Vinícius Faxineiro)
"É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um hippie entrar no Reino dos Céus." (Eric Cartman)
"Uma câmera na mão, merda na cabeça." (Klaus Atocha)
"As melhores mulheres pertencem aos melhores salários." (Bruna Surfistinha)
"Mulheres são seres de cabelos longos e idéias putas." (Paris Hilton)
"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional." (colunista da revista Capricho)
"Trabalho é 10% inspiração e 90% conspiração." (Gênio da Lâmpada)
"Razão leva você de A até B. Imaginação leva você à falência." (Albert Judeu)
"Só sei que já 'dancei'." (Panácoras)
"Ama o mais próximo, que é tu mesmo." (mendigo andarilho profeta do interior)
"O PT é diferente." (Palhaço Trepinha)
"Parece-me que o Brasil não é um país, seria." (General Charles Chaplin)
"A pátria: não há como amá-la sem a mala." (ex-presidente reeleito do Brasil)
"Definir é remendar." (Oscarito)
"Tudo é vã idade." (ditado impopular)
"Eu sei que vou te armar." (executivo da Taurus)
"Penso e logo desisto." (René Descarates)
"Templo é dinheiro." (bispo Edir Morcego)
"Quem acredita sempre cansa." (provérbio impopular)
"Olho por olho, venta por venta." (Cyrano de Bergerac)
"Olho por olho, venta por venta." (Barbra Streisand)
"Acredite nos seus sonhos." (e$critor milionário)
"O sertanejo é antes de tudo um trote." (Florentina de Jesus)
"Tudo embaça sobre a Terra." (Mano Rapper da Periferia)
"O fedor, o fedor!" (Creidilene Conrada, residente perto de uma lagoa de Fortaleza)
"No futuro, todos terão seus 15 minutos de infâmia." (Vandergleison, vencedor do Big Brother Brasil XVIII)
"C ou não C, eis a questão." (Bill Gay-tes, programador indeciso) //piada de nerd detected//
"Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vasta astrologia." (Walter Mercado)
"Antes de criticar me supere." (Ser Bisonho Querendo Soar Estiloso da Silva)
"Críticas não me abalam, elogios não me iludem." (Ser Bisonho Júnior)
"O tráfico faz o conde." (dito impopular)
"Todos os caminhos levam ao Coma." (alcoólico anônimo)
"À cédula, o que é da cédula. Aos meus, o que é dos meus [bolsos]." (capitalista bem-sucedido)
"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos." (capitalista malsucedido)
"Vida é aquilo que acontece enquanto você coleciona citações imbecis." (Silvio Lennon)
"Tudo vale a pena se a cifra não é pequena." (George Soros)
"Que atire a primeira pedra quem nunca errou. Um alvo." (membro da intifada)
"Sou ateu, graças a Jah." (Buñuel Marley)
"Sonho que se sonha só é apenas sonho. Sonho que se sonha junto, aí é suruba." (Segismundo Fode)
"Se Deus não existe, os crentes estão de metidos." (Fiofór Peidoievsky)
"Há que emburrecer sem perder a ternura jamais." (Ernesto Chupa Vara)
"Alah Ak...buuuum" (militante islâmico)
"Um país se faz com homens e tiros." (Marcola)
"Se quiser soar universal, avacalhe sua aldeia." (Cacique Juruna)
"As teias que me desculpem, mas limpeza é fundamental." (Vinícius Faxineiro)
"É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um hippie entrar no Reino dos Céus." (Eric Cartman)
"Uma câmera na mão, merda na cabeça." (Klaus Atocha)
"As melhores mulheres pertencem aos melhores salários." (Bruna Surfistinha)
"Mulheres são seres de cabelos longos e idéias putas." (Paris Hilton)
"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional." (colunista da revista Capricho)
"Trabalho é 10% inspiração e 90% conspiração." (Gênio da Lâmpada)
"Razão leva você de A até B. Imaginação leva você à falência." (Albert Judeu)
"Só sei que já 'dancei'." (Panácoras)
"Ama o mais próximo, que é tu mesmo." (mendigo andarilho profeta do interior)
"O PT é diferente." (Palhaço Trepinha)
"Parece-me que o Brasil não é um país, seria." (General Charles Chaplin)
"A pátria: não há como amá-la sem a mala." (ex-presidente reeleito do Brasil)
"Definir é remendar." (Oscarito)
"Tudo é vã idade." (ditado impopular)
"Eu sei que vou te armar." (executivo da Taurus)
"Penso e logo desisto." (René Descarates)
"Templo é dinheiro." (bispo Edir Morcego)
"Quem acredita sempre cansa." (provérbio impopular)
"Olho por olho, venta por venta." (Cyrano de Bergerac)
"Olho por olho, venta por venta." (Barbra Streisand)
"Acredite nos seus sonhos." (e$critor milionário)
"O sertanejo é antes de tudo um trote." (Florentina de Jesus)
"Tudo embaça sobre a Terra." (Mano Rapper da Periferia)
"O fedor, o fedor!" (Creidilene Conrada, residente perto de uma lagoa de Fortaleza)
"No futuro, todos terão seus 15 minutos de infâmia." (Vandergleison, vencedor do Big Brother Brasil XVIII)
"C ou não C, eis a questão." (Bill Gay-tes, programador indeciso) //piada de nerd detected//
"Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vasta astrologia." (Walter Mercado)
"Antes de criticar me supere." (Ser Bisonho Querendo Soar Estiloso da Silva)
"Críticas não me abalam, elogios não me iludem." (Ser Bisonho Júnior)
"O tráfico faz o conde." (dito impopular)
"Todos os caminhos levam ao Coma." (alcoólico anônimo)
"À cédula, o que é da cédula. Aos meus, o que é dos meus [bolsos]." (capitalista bem-sucedido)
"Trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos." (capitalista malsucedido)
"Vida é aquilo que acontece enquanto você coleciona citações imbecis." (Silvio Lennon)
quinta-feira, 19 de abril de 2007
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Cortando o barato
Vão aí motivos psicodélicos para não se envolver com drogas:
- Evasão de $$$.
- Ganhar apelidos chatos como Hippie (maconheiro), Narizinho (cocaineiro), Pé-de-cana ou Zé Gotinha (bebum), M&M's (comprimideiro), Pedreiro (crackeiro), Picadura (heroineiro).
- Correr o risco de gastarmos tempo demais com isso.
- Se exagerarmos na(s) dose(s), nosso organismo não agüenta.
- Se o corpo agüentar e sobrevivermos, ficaremos com uma aparência à Keith Richards ou tremeliques à João Paulo II ou tiques nervosos à Lesado (conferir a série Espinha & Fimose no site do chargista Maurício Ricardo) ou tudo isso junto.
Trecho do post linkado ali no 1° parágrafo e que hoje eu não alteraria um átomo sequer:
No País das Maravilhas, o consumo de droga traria eventuais problemas somente para o próprio usuário. A situação complica mais ainda porque, num ambiente em que responsabilidade é démodé, invariavelmente apelamos para soluções-gambiarra como a descriminalização irrestrita da venda de lombras.
Drogas acabam com o fígado, o coração e os rins, detonam a sua mente e, de modo geral, fazem com que você fique igualzinho aos seus pais. Iluminada frase atribuída ao bigodón Frank Zappa.
- Evasão de $$$.
- Ganhar apelidos chatos como Hippie (maconheiro), Narizinho (cocaineiro), Pé-de-cana ou Zé Gotinha (bebum), M&M's (comprimideiro), Pedreiro (crackeiro), Picadura (heroineiro).
- Correr o risco de gastarmos tempo demais com isso.
- Se exagerarmos na(s) dose(s), nosso organismo não agüenta.
- Se o corpo agüentar e sobrevivermos, ficaremos com uma aparência à Keith Richards ou tremeliques à João Paulo II ou tiques nervosos à Lesado (conferir a série Espinha & Fimose no site do chargista Maurício Ricardo) ou tudo isso junto.
Trecho do post linkado ali no 1° parágrafo e que hoje eu não alteraria um átomo sequer:
No País das Maravilhas, o consumo de droga traria eventuais problemas somente para o próprio usuário. A situação complica mais ainda porque, num ambiente em que responsabilidade é démodé, invariavelmente apelamos para soluções-gambiarra como a descriminalização irrestrita da venda de lombras.
Drogas acabam com o fígado, o coração e os rins, detonam a sua mente e, de modo geral, fazem com que você fique igualzinho aos seus pais. Iluminada frase atribuída ao bigodón Frank Zappa.
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